Verde
Uma esperança veio parar na minha mão — verdinha
Soprei com meus lábios apertados
Ela ainda se segurou uma vez
Pedi a felicidade plena
Ela voou
Achei que era poesia
Elas vêm aparecendo aqui em casa
E uma tinha vindo me perturbar o sono ontem
Ao que meu amor dissera:
— É um bicho, mate.
Soprei com meus lábios apertados
Ela ainda se segurou uma vez
Pedi a felicidade plena
Ela voou
Achei que era poesia
Elas vêm aparecendo aqui em casa
E uma tinha vindo me perturbar o sono ontem
Ao que meu amor dissera:
— É um bicho, mate.
Desde quando criança via aquelas esperanças grandes
Eu não via mais uma
Agora são pequenas
E eu deposito nelas um pedido quase premente
De olhar simples para as coisas
As esperanças vêm desavisadas
Pousam na sua mão
Têm vontade própria
É um bicho — pode pisar
É um cílio que caiu da pálpebra
É uma música inesperadamente feliz
É uma lua alaranjada num dia quente
Vontade de me conectar de novo àquela brisa da manhã
que corria livremente
E me acariciava o rosto
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